eugenio de andrade, portugal
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Manhã de Junho
Talvez, talvez sejam os últimos dias. Se for assim, são um esplendor. Apesar dos aviões da Nato despejarem bombas e bombas no Kosovo, a perfeição mora neste muro branco onde o escarlate da flor da buganvília sobe ao encontro da luz fresca da manhã de Junho. A beleza (não há outra palavra para dizê-lo), desta manhã é terrível: persiste, domina, apesar dos aviões, mesmo com bombas a cair e crianças a morrer.
Eugénio de Andrade
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Por lobitogabriel - 21 de Julio, 2006, 7:36, Categoría: poesia
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